Sindisaúde denuncia Santa Casa ao Ministério Público do Trabalho

  Wednesday, 6 February, 2019

O presidente do Sindisaúde, Renato Jorge Trindade Corrêa, protocolou na última sexta-feira, 1º/2, denúncia contra o Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana, no Ministério Público do Trabalho (MPT).

Corrêa divulgou nas redes sociais ontem, 4/2, o vídeo explicando o caso. À tarde, ele concedeu entrevista a nossa reportagem, onde explicou melhor a situação. “Fiz uma denúncia na sexta-feira ao MPT fazendo um apanhado de tudo aquilo que foi feito desde que começou a intervenção pela Prefeitura. Faz 17 meses que a Santa Casa não recolhe um centavo do FGTS dos trabalhadores, está demitindo os funcionários e não está pagando as rescisões. Tem uma colega que foi demitida no dia 22 de janeiro e até agora não recebeu um centavo da rescisão, e tem outros”, comentou. “Alguns já encaminhei para o jurídico para ajuizar a ação na Justiça do Trabalho, mas mesmo assim eu decidi fazer essa denúncia no MPT, porque isso é uma ilegalidade que estão cometendo com as pessoas, além de jogá-las no desemprego”, completou.“A Santa Casa não está comunicando o sindicato das demissões e estão querendo homologar no Recursos Humanos (RH), que não tem legalidade nenhuma, as ressalvas, as homologações têm que ser feitas no sindicato. Isso que está na lei. A Santa Casa quer homologar no RH porque quer pagar as rescisões de forma parcelada”, acrescentou.

Sobre os pagamentos, Renato também não concorda com a maneira que serão quitados os vencimentos. “Nós estivemos em dezembro com o Prefeito e pedimos a sobra da Câmara para a Santa Casa. Nós também já acertamos com ele e pedimos que queríamos o pagamento integral de dezembro. E se o dinheiro fosse o suficiente pagasse também o décimo. Agora, a Thais de forma solitária, sem consultar ninguém, decidiu que vai pagar janeiro. Quer dizer, vai continuar aumentando a dívida. Ela já deve 50% do salário de março, 30% de agosto, 30% de novembro, 100% de dezembro e 100% do décimo e aí pega um milhão e decide pagar janeiro. Um absurdo”, comentou.

A reclamação já foi distribuída no MPT, mas ainda não foi apreciada.

Procurada, a gestora administrativa da Santa Casa, Thaís Aramburu, explicou sobre os pagamentos. “Nós estamos pagamento o mês de janeiro, poderíamos pagar até o quinto dia útil, mas estamos pagando nesta segunda-feira, 4/2. E resolvemos fazer assim, vamos pagar janeiro, e vamos seguir pagando em dia daqui para frente e o que ficou para trás a medida que tivermos aporte financeiro e condições de pagar, nós vamos ir pagando. É um compromisso da nossa gestão, de pagar tudo que está sendo devido para os funcionários”, comentou.

Sobre a posição de Renato Corrêa, da Santa Casa continuar com a dívida, Thaís também comentou.“Na verdade, a gente entrou aqui em quatro de janeiro, o que tem anterior a esse período, é uma dívida que a gestão de 2018 nos deixou. Nós estamos começando a pagar em dia, janeiro de 2019. Então essa divida a gente vai pagar, mas a medida que tivermos aporte financeiro”, comentou.

O diretor financeiro da Santa Casa, Mário Tubino, explicou sobre como funcionará os pagamentos dos valores atrasados. “Esses valores de 2018, a gente está fazendo um planejamento de fluxo de caixa para conseguir a partir do momento que estabilizar o hospital, fazer um parcelamento dessas pendencias e comece a pagar”, explicou. O diretor financeiro ainda disse que a primeira leva das demissões já foi paga, mas ainda falta o fundo de garantia desse primeiro grupo e estão programando o pagamento da segunda leva a partir da disponibilidade do recurso.

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