Câmara ainda não decidiu se manda Eric à Comissão de Ética

  Wednesday, 16 May, 2018

A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores ainda não definiu quais ações tomará em relação ao pedido de alguns parlamentares de que o vereador Eric Lins (DEM) seja submetido à Comissão de Ética Parlamentar.

A situação surgiu após o vazamento de um áudio enviado bia WhatsApp pelo ex-vereador Gilberto Risso, apoiador e amigo pessoal de Eric e hoje vivendo fora do Estado. No áudio, Risso cita alguns dos parlamentares e refere-se a eles como “comendo na mão do Ronnie”, e que “toda a Câmara de Vereadores está comprada” pelo prefeito Ronnie Mello (PP) e credita as frases a Lins.

Até o momento, a Mesa Diretora realizou reuniões, em uma das qual ouviu o posicionamento do Vereador. Lins diz que o áudio que ouviu lhe pareceu “um desabafo do ex-vereador, nas palavras dele”. Questionado sobre a possibilidade de enfrentar a Comissão de Ética, ele disse “não vejo nenhum ato meu que justifique dentro do estabelecido pelo Regimento da Câmara”. “Para um vereador responderà Comissão de Ética tem que ser por ato dele. E não vejo que tenha cometido tal ato”, disse.

De acordo com o presidente do Poder Legislativo, vereador Irani Fernandes (PP), o assunto “não está solucionado ainda”. Ele diz “ainda faltam algumas informações” e que “não se trata apenas de punir ou não um vereador. “O autor – ex-vereador Russo– atribui ao vereador Eric os comentários que faz. O vereador Eric diz que não fez aqueles comentários. Estamos aguardando ter em mãos todos os detalhes para definir o será feito”, completa.

“Antes de mandar um vereador para Comissão de Ética é necessário que se faça uma investigação e levantamento de todos os fatos, a fim de se verificar o amparo legal para tal medida. Com relação ao fato em si, esse trabalho de verificação ainda está em andamento, aguardando dados considerados importantes para o esclarecimento por pessoa que não mora na cidade. Portanto, não se pode afirmar - nessa fase - se o vereador Eric feriu ou não o decoro parlamentar em comentários que denegri a imagem da Câmara, a ponto de submete-lo à Comissão de ética”, explica Irani.

Por fim, Irani diz que “acima de tudo está uma instituição constituída legalmente que não pode ser motivo para qualquer um tratar com desrespeito, pelo simples fato fazer parte de um jogo de marketing já ultrapassado - explorando um momento político - que quer fazer valer a qualquer custo, jogando a opinião pública contra o que é legal”.

Comente esta notícia Gabriela Barcellos/Jornal Cidade

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